Projeção mapeada 360°: A tecnologia que está redefinindo a imersão

A projeção mapeada 360° deixou de ser apenas um recurso visual impactante e se tornou uma das linguagens mais eficazes para envolver públicos em narrativas multisensoriais. 
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Em um momento em que marcas, museus, restaurantes e eventos buscam experiências diferenciadas, a projeção imersiva 360° surge como uma solução capaz de transformar espaços inteiros em ambientes vivos, dinâmicos e emocionais.

Para entender essa tecnologia e suas aplicações, conversamos com Lilian Ronchel, CEO da Class TechExperience, que compartilhou detalhes do processo criativo, desafios técnicos e tendências que já moldam o futuro da imersão audiovisual.

A tecnologia que coloca o público “dentro da cena”

Diferente da projeção tradicional — limitada a uma superfície plana — a projeção mapeada 360° envolve teto, paredes, piso, colunas e até objetos tridimensionais. Isso permite criar ambientes inteiros revestidos por conteúdo visual, fazendo com que o espectador seja completamente envolvido pela narrativa.

Segundo Lilian, “não se trata apenas de assistir a um vídeo; é entrar dentro dele. O conteúdo veste o espaço”. Essa volumetria transforma qualquer ambiente em um organismo vivo e imersivo.

Do storytelling ao pixel: como nasce uma projeção 360°

O processo criativo começa muito antes dos projetores serem ligados. A primeira etapa é o storytelling: entender qual história será contada naquele espaço. A partir disso, surge o roteiro visual e os pontos de impacto emocional.

Na etapa técnica, a equipe realiza o escaneamento 3D do ambiente ou modela digitalmente a sala ou objeto, garantindo precisão milimétrica para a criação de conteúdo volumétrico. Softwares como Cinema4D, Blender e Unreal Engine dão forma às animações, enquanto plataformas como Resolume, Disguise e TouchDesigner cuidam do playback.

A calibração dos projetores é um capítulo à parte: envolve alinhamento geométrico, edge blending e sincronização para transformar vários feixes de luz em uma única imagem contínua.
“Sem modelagem 3D, não existe precisão. É ela que permite prever como cada pixel se comportará na superfície real”, explica Lilian.

Por que as marcas e os espaços culturais estão apostando nesse formato

A projeção 360° traduz mensagens complexas em experiências emocionais. O impacto é tão grande que o público não apenas entende a narrativa — ele sente.

É por isso que marcas, museus e até restaurantes têm adotado a tecnologia para criar vivências mais profundas e memoráveis.

Um dos setores mais surpreendentes, segundo Lilian, é o da saúde. A empresa participou do lançamento de um medicamento cardíaco exibindo um coração humano de 2,5 metros, com fluxo sanguíneo, batimentos sincronizados e som espacial. O resultado emocionou cardiologistas presentes, mostrando como ciência e emoção podem se unir por meio da imersão.

Experiências que marcaram: Um restaurante imersivo

Entre os cases mais icônicos da Class TechExperience está O Alaric, restaurante imersivo em que cada prato é acompanhado por uma narrativa visual projetada em 360°.

A reação do público é sempre intensa: surpresa, risos, celulares gravando cada momento e, muitas vezes, emoção pura. Como resume Lilian, “as pessoas descrevem como entrar dentro de um filme”.

Desafios técnicos: cálculo, precisão e engenharia sensorial

Produzir uma projeção volumétrica exige rigor técnico: o conteúdo precisa respeitar milimetricamente o espaço, cada projetor deve ser calculado quanto a brilho, posição e cobertura, e a sincronização deve ser perfeita.


Superfícies não convencionais — tetos, colunas e salas circulares — adicionam ainda mais complexidade, exigindo mapeamento preciso em pixelmap para garantir alinhamento impecável.

Tendências: da Sphere de Las Vegas à imersão responsiva

Para Lilian, o futuro da projeção caminha para experiências cada vez mais responsivas, onde o conteúdo reage ao movimento e presença das pessoas. Tecnologias como som espacial 360°, sensores Kinect e Lidar e interações sem necessidade de óculos VR já fazem parte dos projetos da empresa.

Ela destaca ainda a influência da Sphere de Las Vegas, um marco global que elevou a criação de conteúdo volumétrico a outro nível — seja em LED ou projeção.

Conteúdo primeiro, tecnologia depois

Para quem deseja investir em projeção mapeada 360°, Lilian deixa um conselho simples e poderoso: pense no conteúdo antes da tecnologia.

Projetores e softwares são apenas ferramentas — a narrativa é o que realmente transforma o espaço e toca o público. E, claro, contar com uma equipe experiente em engenharia, arte e experiência é essencial para garantir que tudo funcione em plena harmonia.

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