Luis Alexis Díaz, CTS: preparar-se antes que a oportunidade chegue
A história de Luis Alexis Díaz com o universo audiovisual começou há quase 20 anos, operando consoles em uma igreja durante sua época de estudante no Chile. Depois, estudou Engenharia de Som com o sonho de ser técnico de som de uma banda e viajar pelo mundo. No entanto, sua trajetória profissional tomou outro rumo: ingressou na RLA, onde trabalhou durante sete anos como técnico audiovisual em hotelaria e chegou a liderar o serviço tecnológico em diferentes operações.
Essa experiência técnica abriu as portas para o mundo comercial. Na Videocorp, começou como Trade Marketing para a linha profissional da Bose Pro, percorrendo o Chile para promover seus produtos. Mais tarde, integrou a equipe de vendas de distribuição, onde permaneceu por quatro anos. Seu salto seguinte aconteceu durante a pandemia, quando a iCAP Global o convidou para posicionar a marca Biamp. Hoje, após a integração com a AVI-SPL, lidera a equipe de vendas no Chile com o objetivo de continuar expandindo o posicionamento da companhia.
“Minha história com o áudio começou há quase 20 anos, operando consoles em uma igreja durante minha época de estudante”, relembra. “O mercado de trabalho me levou por um caminho de maior estabilidade, que acabou sendo minha grande escola”.
Um perfil técnico e comercial
Desde seus primeiros anos, Luis entendeu que o conhecimento técnico era fundamental, mas não suficiente para se diferenciar em uma indústria competitiva. Por isso, decidiu construir um perfil híbrido: à sua formação em som, somou estudos em Engenharia de Comércio Internacional, uma Especialização em Direção de Vendas e, em 2019, a certificação CTS da AVIXA.
“O maior desafio no início foi entender que, em uma indústria tão competitiva, o conhecimento técnico não era suficiente; eu precisava me diferenciar dos demais”, explica. “A chave tem sido manter-me sempre atualizado e adquirir ferramentas diversas para enfrentar os desafios com uma visão integral”.
CTS como investimento estratégico
A decisão de obter a certificação CTS surgiu ao observar que poucos profissionais contavam com essa acreditação no Chile. Ao mesmo tempo, Luis percebia que a indústria audiovisual avançava para uma maior padronização global.
“Mais do que uma credencial, eu a vi como um investimento estratégico”, afirma. “Precisava validar meus conhecimentos e garantir que minha forma de trabalhar estivesse alinhada aos padrões de classe mundial que o negócio começaria a exigir”.
Sua preparação foi metódica: durante um ano, estudou por conta própria, comprou o livro oficial em inglês para incorporar a terminologia técnica original e complementou esse processo com cursos da plataforma educacional da AVIXA.
Para Luis, a certificação não foi um simples trâmite, mas um processo de amadurecimento profissional. Entre os temas mais valiosos, destaca a possibilidade de ampliar sua visão para além do áudio, aprofundando-se em infraestrutura de vídeo, normas de cabeamento, padrões de conectores e metodologias de trabalho aplicáveis a projetos AV.
“Adotar as metodologias de trabalho padronizadas pela AVIXA me permitiu entender a execução de projetos com uma visão global”, destaca.
Um selo de confiança
Embora soubesse que a validação da CTS no mercado local levaria tempo, Luis decidiu apostar no futuro. Estava convencido de que a indústria chilena teria que avançar para uma maior profissionalização e se alinhar a padrões internacionais.
Com o tempo, essa decisão trouxe benefícios concretos. Para ele, o valor da certificação não está apenas em quem a obtém, mas também em quem confia nesse profissional.
“Ter a certificação CTS se transforma em um selo de garantia para meus empregadores e clientes”, explica. “Ela confirma que não estão contratando apenas alguém que ‘sabe’, mas um profissional comprometido com padrões mundiais”.
Ele também considera que as empresas que apostam em perfis CTS enviam uma mensagem clara ao mercado sobre a qualidade e a seriedade de seus serviços.
Aplicar o conhecimento a partir da estratégia
Em seu cargo atual como Sales Manager, Luis não participa diretamente do desenho ou da implementação de cada projeto. No entanto, sua base técnica continua sendo fundamental para supervisionar soluções, revisar orçamentos e validar propostas antes que cheguem ao cliente.
“O que mais aplico é a capacidade de auditar a integridade do sistema”, comenta. “Ao revisar um orçamento, não olho apenas os números; uso meus conhecimentos para verificar mentalmente toda a cadeia de sinal”.
Essa visão permite detectar omissões, revisar compatibilidades e garantir que a solução proposta seja coerente com o padrão exigido. Em uma ocasião, por exemplo, identificou que as plantas de um projeto não coincidiam com a realidade do local e que as distâncias de visualização e os ângulos dos suportes não atendiam a critérios adequados de ergonomia visual.
“Isso nos permitiu ajustar a logística do pedido de suportes antes de importar os equipamentos, resolvendo um desafio técnico que teria paralisado a instalação”, conta.
Uma linguagem comum para crescer
Luis considera que a CTS agrega valor tanto a perfis técnicos quanto comerciais. Para quem trabalha com instalação, engenharia, vendas ou desenvolvimento de negócios, a certificação oferece uma base comum para se comunicar melhor, compreender as necessidades do cliente e elevar o nível profissional.
“Esteja você na parte técnica, na instalação ou na área comercial, como eu, contar com a CTS oferece uma linguagem comum e uma base sólida”, afirma.
Sobre o exame, reconhece que ele tem seu grau de dificuldade. Fez a prova presencialmente e considera que uma das chaves foi ler cuidadosamente cada pergunta para aplicar o padrão da AVIXA, sem responder apenas pela intuição ou pela experiência.
“O exame tem seu grau de dificuldade, não vou mentir”, diz. “Mas a chave, para mim, foi a
constância”.
Preparar-se antes que seja necessário
Hoje, com seu foco consolidado na área comercial e de desenvolvimento de negócios, Luis tem claro que o próximo passo é manter vigente sua certificação CTS e continuar acumulando as Renewal Units necessárias para renová-la.
Em uma indústria em que a tecnologia muda rapidamente, ele considera que a capacitação contínua é uma ferramenta estratégica para seguir agregando valor a clientes, equipes e empresas.
“Em um setor como o nosso, em que a tecnologia muda a cada seis meses, a capacitação contínua não é um luxo, é uma necessidade estratégica para não ficar obsoleto”, afirma.
Seu conselho para outros profissionais audiovisuais resume boa parte de sua trajetória: preparar-se antes que a urgência apareça.
“Preparem-se antes que seja necessário”, recomenda. “As oportunidades nesta indústria aparecem rápido, e a única forma de aproveitá-las é estar pronto antes”.
Descubra mais aqui sobre a CTS e como você também pode se preparar para os desafios que se aproximam.
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