AV na imprensa: AmericaMalls & Retail

Retail conectado: quando dados, experiência e tecnologia atuam juntos.
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O varejo latino-americano passa por uma mudança que vai além da instalação de telas, da renovação de lojas ou da digitalização de alguns pontos de contato. Os consumidores circulam entre canais físicos e digitais com naturalidade, comparam opções em tempo real e esperam jornadas mais simples, personalizadas e consistentes.

Nesta edição de AV na imprensa, reunimos algumas ideias compartilhadas por Willem F. Schol, presidente da AmericaMalls & Retail e diretor de empresas, media partner da InfoComm América Latina, sobre a transformação de shopping centers, supermercados e lojas na região.

Sua análise destaca uma virada importante: a tecnologia já não pode ser tratada como uma ferramenta isolada de marketing. Ela passa a fazer parte da operação, da estratégia comercial e da experiência do consumidor. Como afirma Schol: “Hoje, a tecnologia está se consolidando como um componente estratégico do negócio”.

De pontos de venda a destinos de experiência

Lojas físicas e centros comerciais não competem apenas entre si. Eles também disputam a atenção das pessoas com o e-commerce, as plataformas digitais, o entretenimento, a gastronomia e diversas outras alternativas de consumo.

Por isso, a experiência do visitante ganhou peso estratégico. Orientação dentro do espaço, conforto, ambientação, personalização, interação com marcas e conexão entre canais podem influenciar a decisão de compra tanto quanto preço ou produto.

Essa mudança exige pensar a tecnologia como uma camada presente em toda a jornada do cliente: da chegada ao espaço até a compra, o relacionamento posterior e a continuidade da experiência com a marca.

O papel do AV no novo varejo

As soluções audiovisuais estão cada vez mais presentes nessa transformação. O digital signage, por exemplo, deixou de ser apenas uma tela para exibir promoções. Hoje, pode orientar visitantes, adaptar mensagens por horário ou área, gerenciar conteúdos em tempo real e criar novas fontes de receita com publicidade dinâmica.

As telas LED de grande formato também assumem uma função arquitetônica, transformando fachadas, praças internas e áreas comuns em espaços para lançamentos, ativações, eventos e experiências imersivas.

O áudio segue o mesmo caminho. Mais do que música ambiente, ele pode ajudar a construir atmosferas, reforçar a identidade de um local, acompanhar diferentes momentos do dia e comunicar mensagens segmentadas conforme o fluxo de pessoas ou o tipo de experiência desejada.

A loja inteligente também depende de dados

Um ponto relevante na visão de Schol é que a inovação no varejo não aparece apenas nos elementos mais visíveis. Ela também está nas soluções operacionais que melhoram eficiência, rentabilidade e experiência do consumidor.

As etiquetas eletrônicas de preço —Electronic Shelf Labels ou ESL— são um bom exemplo. Elas permitem sincronizar preços entre sistema central, ponto de venda, e-commerce e aplicativos móveis, reduzindo erros e facilitando atualizações em tempo real.

Quando conectadas a IoT, NFC, QR codes ou iluminação LED, essas tecnologias também podem apoiar reposição, separação de pedidos omnichannel, localização de produtos, gestão de estoque e estratégias de precificação dinâmica.

Em supermercados e lojas com milhares de itens ativos, esse tipo de recurso pode transformar a forma de administrar promoções, inventário, margem e desperdício.

Integração como vantagem competitiva

Automação, análise de dados, inteligência artificial, áudio, vídeo, plataformas de conteúdo, iluminação, climatização e segurança começam a fazer parte de uma mesma arquitetura tecnológica. O desafio não é apenas adotar novas soluções, mas fazer com que elas trabalhem de forma coordenada.

Schol resume esse ponto ao afirmar: “A verdadeira vantagem competitiva vem de integrar a tecnologia à operação completa do negócio”.

Para integradores, consultores, operadores de shopping centers e equipes de tecnologia, essa visão abre novas possibilidades. Com sistemas conectados, é possível medir fluxos de visitantes, identificar áreas de maior movimento, ajustar conteúdos, otimizar energia, reforçar a segurança e tomar decisões com base em dados mais confiáveis.

Ainda assim, muitos varejistas seguem enfrentando um obstáculo comum: a fragmentação. Telas, áudio, segurança, climatização, inventário, analytics e automação muitas vezes funcionam como sistemas separados. Essa falta de interoperabilidade pode aumentar custos, dificultar a expansão e reduzir o valor das informações disponíveis.

O desafio de comprovar resultados

Outro tema importante é o retorno sobre o investimento. No varejo, nem sempre é simples traduzir uma melhor experiência em indicadores financeiros imediatos. Por isso, as empresas precisam relacionar seus investimentos em tecnologia a métricas como permanência no espaço, ticket médio, produtividade da equipe, eficiência energética, receita com mídia digital, ocupação comercial e otimização de estoque.

Essa necessidade cria uma oportunidade clara para a indústria AV profissional. Projetos de retail não devem se limitar a instalar tecnologias chamativas; eles precisam ajudar a resolver desafios reais de operação, negócio e experiência.

Por que essa conversa importa para a InfoComm América Latina

A transformação do varejo também é uma conversa sobre integração audiovisual. Shopping centers, supermercados, lojas e espaços de consumo precisam combinar conteúdo, dados, áudio, vídeo, automação, conectividade e inteligência operacional.

Nesse sentido, a InfoComm América Latina se torna um ponto de encontro importante para conhecer tecnologias aplicadas, conversar com especialistas e entender como o AV pode apoiar novos modelos de varejo.

Schol sintetiza essa evolução com uma ideia central: “A verdadeira inovação já não consiste apenas em instalar mais tecnologia”.

O futuro do varejo dependerá cada vez mais da capacidade de conectar sistemas, espaços, conteúdos e dados para criar experiências mais atraentes, eficientes e rentáveis. Para o setor audiovisual, esse movimento representa uma oportunidade concreta: passar de fornecedor de tecnologia a parceiro no desenho de operações e experiências mais inteligentes.

Gostou de saber mais sobre o setor de retail? Teremos muitas outras novidades na InfoComm América Latina 2026. Faça sua inscrição hoje e vemos você no México!

Leia a coluna original de Willem F. Schol e visite o site da  AmericaMalls & Retail para acompanhar mais notícias sobre o mercado de varejo na América Latina.

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