Sarah Duarte Tamburu: como a CTS fortaleceu sua trajetória no audiovisual
A trajetória de Sarah Duarte Tamburu mostra como habilidades técnicas podem abrir novos caminhos dentro da indústria audiovisual. Com formação em Design de Produto, Design de Interiores e modelagem 3D, Sarah começou sua carreira em áreas ligadas ao desenho técnico até encontrar, no setor AV, um espaço para aplicar e ampliar esse conhecimento.
Atualmente, ela trabalha como AV CAD/Revit Technician na Hereworks, empresa de tecnologia audiovisual e smart buildings com sede na Irlanda. Em sua função, desenvolve desenhos técnicos, esquemas, elevações, plantas baixas, modelagem 3D e documentação COBie para projetos audiovisuais.
“Sou técnica em audiovisual com atuação focada em desenho técnico. Atualmente trabalho como AV CAD/Revit Technician na Hereworks, onde desenvolvo desenhos técnicos como schematics, elevações, plantas baixas e modelagem 3D, além de trabalhar com documentação COBie”, explica Sarah.
Sua história também é marcada por adaptação. Em 2016, Sarah deixou o Brasil e se mudou para a Irlanda. No Brasil, sua experiência estava mais voltada ao desenho técnico na área odontológica, especialmente em equipamentos e projetos para consultórios. Já na Irlanda, teve a oportunidade de migrar para o setor audiovisual, um mercado que ela descreve como mais estruturado e tecnológico.
Para Sarah, uma das diferenças mais perceptíveis entre os dois países está na cultura de trabalho. “No Brasil, o trabalho tende a ser mais intenso e exigente no dia a dia, enquanto na Irlanda existe uma preocupação maior com qualidade de vida e equilíbrio entre vida profissional e pessoal”, comenta.
Do desenho técnico aos projetos AV
Sarah iniciou sua carreira na indústria audiovisual em outubro de 2018, quando surgiu uma oportunidade em uma empresa reconhecida mundialmente no setor, a System Video, que buscava alguém com habilidades em modelagem 3D. Esse foi o ponto de conexão entre sua experiência anterior e uma nova especialização profissional.
“Foi nesse momento que consegui unir minha experiência em desenho técnico e 3D com o audiovisual”, relembra.
Antes de se preparar para a certificação CTS, Sarah já tinha cerca de seis anos de experiência no setor audiovisual, principalmente com desenho técnico. Grande parte de seu aprendizado veio da prática diária e da troca de conhecimento com colegas mais experientes.
Mas o início também trouxe desafios. Um dos principais foi aprender conceitos audiovisuais em inglês. “O maior desafio foi aprender os conceitos de audiovisual em inglês, já que eu não sabia audiovisual nem em português”, conta.
A decisão de obter a CTS
A decisão de seguir uma formação ligada à AVIXA foi motivada pelo incentivo da empresa onde Sarah trabalha atualmente, que valoriza o desenvolvimento profissional de seus colaboradores e a busca por certificações reconhecidas pelo mercado.
Para ela, a CTS representa uma forma de validar conhecimentos, fortalecer a credibilidade profissional e abrir novas oportunidades em uma indústria técnica e em constante evolução.
“Acredito que certificações são essenciais para validar conhecimentos, aumentar a credibilidade profissional e abrir novas oportunidades no mercado, especialmente em um setor tão técnico e em constante evolução como o audiovisual”, afirma.
Antes de iniciar sua preparação, Sarah esperava ampliar sua compreensão sobre o funcionamento dos sistemas audiovisuais. Embora já aplicasse muitos conceitos na prática, ela buscava estruturar melhor esse conhecimento e entender com mais profundidade como os diferentes componentes de um projeto AV se integram.
Autoestudo, tecnologia e novos métodos de aprendizagem
O processo de preparação de Sarah para a CTS foi baseado principalmente em autoestudo. Ela utilizou o livro oficial fornecido por sua empresa, recursos disponíveis no site da AVIXA, aulas, perguntas de prática e ferramentas interativas de inteligência artificial.
Sua estratégia combinou diferentes formatos para tornar o aprendizado mais dinâmico. Sarah recorreu a ferramentas como ChatGPT para trabalhar analogias e simplificar conceitos, NotebookLM para gerar vídeos explicativos e Gemini para praticar com perguntas interativas.
“Minha preparação foi baseada principalmente em autoestudo. Utilizei o livro oficial, o site oficial da AVIXA com aulas e perguntas, e complementei com ferramentas interativas de inteligência artificial”, explica.
Entre os temas que mais se destacaram durante sua preparação, Sarah menciona networking. Para uma profissional que trabalha com documentação técnica, esquemas, modelagem e coordenação de projetos, entender como os sistemas se estruturam e se comunicam é fundamental.
“O tema de networking foi especialmente útil, pois trouxe uma compreensão mais aprofundada sobre a estrutura e a comunicação entre sistemas, algo essencial no desenvolvimento de projetos audiovisuais”, destaca.
Aplicação da CTS em projetos reais
Atualmente, Sarah trabalha em um projeto com a Dublin City University, onde os conhecimentos adquiridos durante sua preparação para a CTS fazem parte da prática diária.
“Os conhecimentos do CTS são aplicados constantemente em todos os projetos”, afirma.
Na prática, essa formação contribui para antecipar possíveis problemas, tomar decisões mais assertivas e compreender melhor a lógica técnica por trás de cada solução. Em projetos audiovisuais complexos, essa capacidade pode fazer diferença na documentação, na coordenação e na execução.
A experiência com o exame também trouxe aprendizados importantes. Sarah reconhece que a prova foi mais desafiadora do que esperava, especialmente porque parte do conteúdo não correspondia exatamente ao que vinha praticando nos simulados online.
“A prova foi mais desafiadora do que eu esperava. Eu diria que cerca de 60% estava alinhado com o que estudei, enquanto os outros 40% exigiram uma compreensão mais profunda dos conceitos”, explica.
Por isso, sua recomendação para quem está pensando em obter a certificação é não depender de uma única fonte de estudo. Para Sarah, combinar leitura, prática, simulados e ferramentas interativas pode fazer uma grande diferença.
O próximo objetivo: CTS-D
Depois de obter a certificação CTS, Sarah já olha para o próximo passo: continuar se desenvolvendo na indústria audiovisual e buscar a certificação CTS-D, voltada ao design de sistemas audiovisuais.
Sua trajetória reflete uma realidade cada vez mais presente no setor: os caminhos para chegar ao audiovisual podem começar em áreas diferentes, mas a combinação de habilidades técnicas, curiosidade, formação contínua e experiência prática permite construir carreiras sólidas.
Para outros técnicos audiovisuais que estão começando ou pensando em dar um novo passo profissional, Sarah deixa um conselho simples e direto: “Investir em aprendizado contínuo e não ter medo de começar”.
Você está interessado/a na certificação CTS? Temos muitas informações para ajudar a decidir qual seria a certificação ideal para você, junto com diversos programas para que você se prepare corretamente. Encontre tudo aqui!
Please sign in or register for FREE
If you are a registered user on AVIXA Xchange, please sign in